terça-feira, 22 de novembro de 2011

SONGO NO IMAGINÁRIO







Foi sem qualquer dúvida o nosso ponto de balizagem , ali o tempo demorou mais a passar, os dias pareciam anos, anos esses que ficaram em todos nós como uma marca indelével.
Cheiros característicos ainda hoje nos vêm visitar, o da sua terra molhada, após torrentes de água caindo em catadupas de um céu imenso e por vezes impiedoso, o das queimadas que se transformavam por vezes em incêndios devastadores e que "engoliam" através das suas labaredas gigantes tudo o que se opusesse ao seu poder devastador. Tudo isto foi-nos "oferecido" pela Mãe Natureza para podermos recordar mais tarde esses momentos, quando por vezes cansados, semi-cerramos os olhos e o slide show vai passando, trazendo-nos  à memória essas imagens de arquivo.
O Songo ficará para todos nós como uma passagem para a outra margem, deixando-nos um desvario de sentimentos e emoções arbitrárias.........

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

ENCONTROS DE UMA VIDA




Foi em Almeirim, mas podia ter sido em Valadares, Queluz, Matosinhos, ou  num outro qualquer lugar, deste nosso Portugal. Por lá deixamos correr as nossas vivências que se perderam no tempo, não na memória.

"Em Almeirim, no almoço anual com os meus camaradas. Ouvi falar de África o tempo inteiro.Tratam-me sempre tão bem! Às vezes tenho dificuldade em distinguir, nos homens de hoje, os rapazinhos de então. Depois um sorriso, um trejeito, qualquer coisa para além das feições e reconheço-os. trazem as mulheres, os filhos, mostram as fotografias dos netos. Há quem venha do estrangeiro, de propósito. Há quem ainda ponha a boina na cabeça. Quase todos continuam lá, pelo menos uma parte deles continua lá. Os mortos connosco. Falo pouco, como sempre, oiço-os. Vivi tudo aquilo que eles continuam a viver e que, para mim, é uma espécie de sonho. Farrapos de lembranças, coisas que me dizem que fiz e mal recordo. Ao lembrarem-mas avivam-se um bocadinho, desbotam-se de novo.
Em Almeirim longos abraços enternecidos, saudades, quem sou eu? Sei e não sei, fujo de mim, regresso persigo-me desisto. Sou muitos. Deixei muitos pelo caminho e continuo a ser muitos. Um dia tudo isto pára. E metem um só no caixão. Fiz o que pude , com a força que tinha, e dói-me os imensos erros, patetices,asneiras. Sofri que me fartei. Algumas alegrias no meio disto, claro, alguns momentos quase perfeitos na eterna guerra civil dos meus dias.
Em Almeirim com a tropa, emboscadas, flagelações, minas, álbuns e álbuns de fotografias daquilo. Assinei um livro ao dono do restaurante, antes de me vir embora. Eles continuaram lá. Gente de quem eu gosto, com quem vivi muitos meses. Nem os mortos faltaram: estávamos todos, os mortos nunca faltam. São os primeiros a chegar e os últimos a deixarem-nos. E aqui estão eles comigo, apesar de eu sozinho."
António Lobo Antunes -Revista Visão

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

OS FLECHAS





Os Flechas foram forças de operações especiais dependentes da Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE) , criadas, inicialmente em Angola, para actuar na Guerra do Ultramar.


Durante a Guerra do Ultramar, a PIDE (a partir de 1969, chamada Direcção-Geral de Segurança (DGS) era responsável pelas operações de recolha de informações estratégicas, investigação e acções clandestinas contra os movimentos guerrilheiros, em apoio das Forças Armadas e de Segurança. Como tal foi decido criar uma força especial armada para auxílio e protecção dos agentes da PIDE nas operações contra os guerrilheiros.
Os membros dos Flechas eram recrutados entre determinados grupos nativos, nomeadamente ex-guerrilheiros e membros da etnia bosquímana (khoisan). Os bosquímanos que historicamente tinham sido invadidos pelos povos bantu não tinham qualquer problema a aliar-se aos portugueses, dado que viam nos movimentos de libertação o bantu invasor do seu território. Estes eram especialmente escolhidos pelas seus conhecimentos do inimigo, conhecimento do terreno, conhecimento das populações locais, etc. Esses membros nativos eram enquadrados por oficiais do Exército Português e por agentes da PIDE e recebiam treino de forças especiais.
Com o decorrer da Guerra do Ultramar os Flechas revelaram-se uma das melhores forças anti-guerrilha ao serviço de Portugal, indo progressivamente alargando o seu tipo de actuação. Se no início eram basicamente usados como guias e pisteiros dos agentes da PIDE, passaram posteriormente também a ser usados como forças de assalto em operações especiais. Pelo reconhecimento do seu elevado nível de eficácia, as próprias Forças Armadas passaram a solicitar frequentemente à PIDE o auxílio dos Flechas nas suas operações.
Algumas das operações frequentemente realizadas eram as chamadas Pseudo Terroristas, em que os Flechas, muitos deles ex-guerrilheiros, se disfarçavam de guerrilheiros inimigos, para atacarem alvos com características tais que não podiam ser abertamente atacados por forças identificadas como portuguesas (ex.: alvos em território estrangeiro, missões religiosas que auxiliavam terroristas, bases terroristas de difícil aproximação, etc.).
Os Flechas actuaram sobretudo em Angola. Na década de 1970 começaram a ser organizados Flechas também em Moçambique mas que não chegaram a ter uma importância tão elevada.
Organização e Equipamento
Foram inicialmente organizados pelo Sub-Inspector Óscar Aníbal Piçarra de Castro Cardoso no período que passou nas “terras do fim do mundo”- o Kuando-Kubango. Os Flechas estavam organizados em Grupos de Combate de cerca de 30 homens. Estavam equipados com o equipamento em uso no Exército Português, mas também utilizavam muito armamento capturado aos guerrilheiros, nomeadamente nas Operações Pseudo-Terroristas.

O seu item de fardamento mais conhecido era a Boina Camuflada que se tornou um dos seus símbolos.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

CARTAS PARA PORTUGAL



Escrevi muitas cartas endereçadas, aos que deixei em pranto e angústia da incerteza do regresso, ou talvez não. Nelas relatava pouco ou nada...só a saudade, tudo o resto era marginal, procurava-mos esquecer os dias que faltavam para tornar-mos o tempo mais curto. Aqui fica um registo de Pedro Barroso, evocando a "nossa" guerra!

domingo, 10 de julho de 2011

ENCONTROS no TEMPO



Hoje, encontrei um velho camarada da guerra, mais desgastado pelo tempo, mas ainda com força para enfrentar novas guerras de um cariz diferente, mas tão ou mais importante da que travámos em 71/73 em Angola. Um abraço Rato.......em Lagos!

O cenário mais idílico, mas nem por isso deixámos de recordar "dores" latentes nas nossas memórias, o desfilar de recordações que nos alimentam ainda os corações! Uma transmissão de ideias sem rádio, mas com emoções.....

sábado, 9 de julho de 2011

ENTRE AS BRUMAS DA MEMÓRIA







São exactamente memórias que se vão desvanecendo com o tempo, e algures num desses compartimentos da memória, recordo-me deste episódio. Estávamos já de "malas" feitas para Luanda, quando esta ocorrência de guerra se desenrolou e nos deixou em todos um arrepio na espinha. Tão perto da partida e tão perto da chegada, os nossos receios multiplicaram-se rapidamente e já o medo nos cerceava os movimentos. Será que chegaremos a bom porto, ou vamos adornar....a questão era pertinente, um esgar de medo assolava-nos, não impedindo no entanto o desenrolar do nosso dia a dia...faltavam precisamente dois meses para rumarmos em direcção ao "puto"..24 de Outubro de 1973!
Aqui fica em pormenor, a descrição efectuada no Jornal do Congo do referido ataque, designado como "Wiria Songo-A Região Mártir-17 Mortos uma dezena de feridos."-24 de Agosto de 1973!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

DIA DE PORTUGAL


O 10 de Junho começou a ser particularmente exaltado com o Estado Novo, o regime instituído em Portugal em 1933 sob a direcção de António de Oliveira Salazar. Foi a partir desta época que o dia de Camões passou a ser festejado a nível nacional. A generalização dessas comemorações deveu-se bastante à cobertura dos meios de comunicação social.

Durante o Estado Novo, o 10 de Junho continuou sendo o Dia de Camões. O regime apropriou-se de determinados heróis da república, não no sentido laico que os republicanos pretendiam, mas num sentido nacionalista e de comemoração colectiva histórica e propagandística.

Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça, este último epíteto criado por Salazar na inauguração do Estádio Nacional do Jamor em 1944. A partir de 1963, o 10 de Junho tornou-se numa homenagem às Forças Armadas Portuguesas, numa exaltação da guerra e do poder colonial. Com uma filosofia diferente, a Terceira República converteu-o no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em 1978.

domingo, 10 de abril de 2011

27 MESES


   


Tempo de permanência em Angola, mais precisamente na vila do Songo, integrados na C.Caçadores 3411(Onzima).
O imprevisto esteve sempre presente nesta odisseia, jovens imaturos e sem consciências formadas, fomos lançados para a "fogueira"....
O tempo nunca apagará das nossas memórias o bom e o mau que por lá passámos... uma das virtudes que tivemos, foi enfrentar de peito aberto essa realidade, para tal fomos nobres e leais à nossa Pátria, imbuídos do espírito de coragem em defesa de uma nação...não fugimos!

terça-feira, 22 de março de 2011

LOUVORES

Alguns eram entregues aos que tiveram acções de abnegação e coragem no confronto com o IN.
Outros, a todos aqueles  que conseguiram sobreviver ao período definido para cumprimento da sua missão. A sua entrega ocorria normalmente numa cerimónia militar em Luanda.
   Fica aqui exposto um desses Louvores, pertença do 1º Cabo atirador -01641271
Ilidio Fernandes Aguiar-C.Caç.3411/B.Caç.12

"Como prova de que prestou serviço em terras de Angola(Songo), nos anos de 1971/73, contribuindo com o seu esforço para o bom cumprimento das missões que foram atribuídas à sua unidade, na defesa da Pátria"

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

50 ANOS




No dia 4 de Fevereiro, a chama da independência chegou a Luanda, através de várias acções contra o colonialismo português levados a cabo por nacionalistas angolanos. Diversos grupos tentaram atacar diversas cadeias, onde se encontravam presos nacionalistas angolanos - a cadeia da PIDE no bairro de S. Paulo, a cadeia da 7ª esquadra da PSP, a Casa de Reclusão Militar -, bem como procuraram ocupar a «Emissora Oficial de Angola», a Companhia Indígena e a Estação dos Correios. Nos confrontos, morreram quarenta assaltantes, seis polícias e um cabo do exército abatido junto da Casa da Reclusão.
A rebelião com cerca de 220 homens, armados de armas tradicionais, foi dirigida por Neves Mendinha, e coadjuvada Paiva Domingos da Silva, Domingos Manuel Mateus e Imperial Santana, e sido inspirada e instruída pelo cónego português Manuel Mendes das Neves. Este viria a ser preso e deportado para Portugal, ficando em regime de residência fixa no convento de Soutelo, em Braga, e designado como presidente honorário pela FNLA.

domingo, 23 de janeiro de 2011

CARTA CONDUÇÃO - MILITAR E CIVIL






Carmona, cidade capital do distrito de Huige, era nos anos de 71/73 o centro nevrálgico de todo o comércio.
Nela se situava a única Escola de Condução, habilitada a passar o respectivo título (aos merecedores).
Numa breve paragem na guerra em 1972, eu e o Morgado, resolvemos ir de abalada do Songo para Carmona por um período de duas semanas e abancar numa pensão no Bairro Montanha Pinto com a finalidade de obter o tal título, que nos dava o privilégio de poder conduzir os Maseratis da "altura"...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

BATALHÃO CAÇADORES 12 (BC12)

  

 



Estava localizado em Carmona, tendo como objectivo principal "suportar" todas as necessidades inerentes á operacionalidade das Companhias Militares que se encontravam no seu raio de acção.
No período compreendido entre os anos de 71/73, em que a C. Caçadores 3411 esteve aquartelada na vila do Songo, tive que efectuar algumas deslocações ao BC12. As suas instalações eram imponentes pela sua grandiosidade. Era um ponto de referência na entrada em Carmona, e que se vislumbrava a alguns Kms de distância. O seu depósito de água, de consideráveis  dimensões destacava-se na imensidão daquelas paragens.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

MINAS E ARMADILHAS






A primeira mina anti-pessoal(A/P) utilizada pelos Movimentos de libertação,contra as n/forças militares, foi colocada na estrada Zala-Vila Pimpa, no norte de Angola em 06 de Junho de 1962.
Passados poucos dias, mais precisamente em 12 de Junho de 1962, deflagrou a primeira mina anti-carro(A/C), na pista da povoação do Bembe.
Posteriormente tornou-se vulgar a sua colocação contra as n/tropas, fruto dessa utilização em "massa", ficámos com um espólio de feridos e mortos incalculáveis.
As cicatrizes daqueles que sobreviveram a este flagelo, ainda hoje permanecem latentes.



Este veículo foi concebido por um militar português para ser usado como rebenta minas.
Minas essas, que eram um flagelo na guerra colonial . Tinham um grupo de 6 rodas muito pesadas que na frente do veículo iam pisando o terreno e fazendo explodir as minas enterradas no trilho. Salvaram muitas vidas, mas foi sol de pouca dura, já que as industrias de armamento depressa criaram minas com um sistema de trinco, que podiam ser programadas para explodirem à passagem do 2.º 3.º 4.º ou mais rodados que as pisassem.

sábado, 2 de outubro de 2010

ESPÓLIO FOTOGRÁFICO (2)


José Inácio P. Oliveira
1º Cabo Condutor Auto Rodas
01227070

ESPÓLIO FOTOGRÁFICO (1)

Ficará registado para gerações futuras,um pequeno espólio fotográfico, que gradualmente irei construindo com as fotos que me forem enviadas, pelos antigos camaradas de armas.
O objectivo principal é deixar aos vindouros, um legado de imagens que reflectiram momentos passados em terras de Angola e que ficaram indeléveis na memória de cada um de nós.
Um obrigado a todos aqueles que colaborarem na elaboração desta iniciativa.

Orlando Ortiga de Castro
Furriel Miliciano Enfermeiro
07867270

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

"A VELHA CANTINA"



Local de paragem quase obrigatório, para desfrutar-mos os abraços e apertos de mão...lugar onde se contavam hinos há saudade e há distância.
Nesta foto, revivemos imagens de tempos passados...o "velhinho" madeirense, o cabo enfermeiro Júlio Pereira, o 1º cabo condutor Inácio Oliveira e o cantineiro Samúel de Jesus.
Normalmente a cerveja acompanhava-nos em gorgolejos fortes, e neste caso objectivamente a EKA, que na altura tentava competir com a Cuca e a Nocal, outros tempos outras marcas, outros lugares....

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

"A VELHA COMPANHEIRA"


 

A G3 é, desde a década de 60, a «arma orgânica» das FA. Agora, é considerada desadequada aos cenários operacionais em que actuam as tropas portuguesas. Por outro lado, o calibre de 7,62 mm, tornou-se obsoleto desde que a NATO adoptou os 5,56 mm como calibre-padrão, o que cria problemas logísticos às forças nacionais destacadas em missões da Aliança Atlântica. Com quase meio século de serviço, esta arma esteve na linha da frente dos episódios mais marcantes da história portuguesa da segunda metade do século XX, a guerra colonial e o 25 de Abril.

CRONOLOGIA

1961-Teve início a guerra colonial. A G3 é testada operacionalmente em Angola

1962-A fábrica do Braço de Prata começa a produzir as G3, sob licença alemã

2004-O ministro da Defesa Paulo Portas lança concurso para substituir a G3

2006-O Tribunal Administrativo de Lisboa anula o concurso cujos termos diz violarem «o princípio da imparcialidade». O ministro da Defesa(Severiano Teixeira) recorre da decisão

2007-O Tribunal Central Administrativo do Sul confirma a anulação e obriga a um novo concurso. É lançado novo concurso.

2008-Realizam-se em Mafra ensaios com vista à selecção dos fabricantes admitidos à negociação final das propostas.

2009-Submetido ao ministro Severiano Teixeira um relatório preliminar a fundamentar a selecção de propostas para a fase de negociações.


 Amante 


Era a minha fiel amante
Mas não era a minha amada,
A verdadeira amada, aquela que eu lá queria,
Estava bem distante naqueles tristes dias.
Era a minha fiel companheira,
Sem ser a minha companhia mais desejada.
Não me deixou a comissão inteira
E como a melhor amiga ia até onde eu ia.
Só descansava, quando eu descansava
Só dormia, quando eu adormecia.
Mas não chorava quando eu chorava,
Nem sofria quando eu sofria,
Não sonhava quando eu sonhava,
Nem imaginava a saudade que em mim havia.
Obediente, nunca me disse não.
Confiava nela, como ela em mim.
Sempre pronta a cumprir a sua missão,
Mas quis Deus que nunca fosse assim.
Cantou muitas vezes, mas só para me alegrar.
Como humilde serva, sempre obediente,
Fez um dia aquilo que decerto não queria,
Mas fê-lo só para me ver contente.
Porém, melhor fora que me tivesse traído,
Que por uma vez só não me tivesse escutado,
E aquela águia branca não teria morrido
Nem eu carregaria este meu pecado.*
De vez em quando,
Para a manter bem afinadinha,
Desmontava-a, limpava-a, montava-a.
Ela sentia então que era toda minha
E na atenção que eu lhe dedicava
Via a consideração que eu por ela tinha.
Morreu virgem, de acidente, no fim da comissão.
Outra me foi dada para a substituir,
Mas nunca lhe ganhei a mesma a feição.
Já não era virgem, apenas minha,
Nem ouvi que cantasse só para me fazer rir
Como fazia a outra que antes tinha.

Fernando Serrano

sábado, 7 de agosto de 2010

MILITARES E CIVIS





Uma dicotomia, ou talvez não, a que vivemos em terras de Angola, durante a guerra colonial. Um entrelaçar de amizades e vivências que perduram no tempo.
Civis,que na altura marcaram a nossa permanência de vinte e sete meses, casos do Sidónio, Cantarinhas, Cristo, Pita, Ramalho, Zé Marques e outros dos quais os nomes eclipsaram-se na voragem do tempo. Para fortalecer essas imagens nas memórias de cada um de nós, realiza-se todos os anos, no último domingo do mês de Julho, um encontro do "pessoal" de Huíge, em Mogofores-Anadia.

OUTRORA

01 de Março de 2008 A construção do blogue da Onzima, teve como intenção dar a conhecer a nossa vivência por terras de Angola. Dei a conh...