segunda-feira, 15 de julho de 2013

ALMOÇO EM ERMESINDE EM 13-07-2013

Companheiros....este ano comemoramos no mês de Outubro, 40 anos após o nosso regresso de terras de Angola, onde permanecemos vinte e sete meses. É um privilégio poder estar junto a todos vós, e poder olhar-vos nos olhos e dizer, obrigado camaradas.....
Pela picada da vida, alguns dos nossos companheiros já foram obrigados a parar, deixando-nos a missão de continuarmos o caminho, e assim o faremos. O ano de 2012 foi nefasto para a Onzima, Rato, Marquês e Coelho, todos eles de transmissões, e o Ilídio Figueira, cozinheiro...ficámos mais pobres!
Este é o 12º almoço, convívio, chegámos há dúzia e em todos eles entrelaça-mos amizades e emoções, e sentimos o cheiro da terra africana, e embalámos contos do antigamente, acabando por uma lágrima furtiva aflorar nas nossas faces.
Quero agradecer a todos aqueles que têm comparecido, e manifestar a minha sincera gratidão, extensiva aos familiares que por vezes vos acompanham.
Um bem haja a todos. desejando um feliz retorno aos vossos locais de partida.
Para finalizar cito a frase de um célebre escritor" onde quer que nos encontremos, são os nossos amigos que constituem o nosso mundo"....

                                 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

CONTRASTES

                                 




                                     
                                    

quinta-feira, 6 de junho de 2013

PARTIDAS....


Voltando novamente a "bater" na mesma tecla, homenagem a mais um companheiro que "caiu" em terras de Angola em defesa da Pátria! O prisma de observação sobre a guerra é multifacetado e pode sempre ter opiniões diferentes, é uma questão de sensibilidade e de interiorização por uma causa! Eu, como milhares de jovens na altura do conflito formamos uma ideia de que iríamos defender algo que nos pertencia, quem na altura tinha moral para opinar o contrário, possivelmente alguns iluminados.... Depois do conflito terminar começaram a germinar os sabedores do reino, fácil ...depois de acontecer os sapientes doutrinavam ideias e sabedorias, valorizando os que "fugiram" para a Suécia. França etc. etc., as decisões são valorizadas enfrentando os problemas e não fugindo deles! Um abraço de fraternidade a todos aqueles que como eu por lá "andaram".

sábado, 1 de junho de 2013

FOMOS MENINOS

O Menino da Sua Mãe


No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado-
Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe.»
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço… deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
“Que volte cedo, e bem!”
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto e apodrece
O menino da sua mãe

Fernando Pessoa


sexta-feira, 31 de maio de 2013

ILÍDIO DOS SANTOS FIGUEIRA

Camarada, companheiro e amigo, partis-te para a última viagem, deixando em todos nós um vazio.
Um até sempre, descansa em paz....


Soldado Ajudante Cozinha
 14239570

17-05-1949 a 07-05-2012

domingo, 5 de maio de 2013

MÃE

Foi para todos nós, a pessoa que nos deu o ser, permitiu-se dizer "és meu" e mais tarde deixou-nos "voar".

Sofreram com intensidade a nossa partida para o incerto, mas dentro delas sempre tiveram a secreta esperança de um dia regressarmos. Algumas infelizmente tiveram a dor de não os ver chegar e "alimentaram" toda uma vida o sofrimento da perda.
Hoje sou um dos que já a viu "partir",no entanto a saudade persiste e dói,por isso aqui quero prestar
a minha sincera homenagem.


A TODAS AS MÃES


à Mãe no mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:

Era uma vez uma princesa

no meio de um laranjal...

Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade











































































































































































































OUTRORA

01 de Março de 2008 A construção do blogue da Onzima, teve como intenção dar a conhecer a nossa vivência por terras de Angola. Dei a conh...