terça-feira, 2 de agosto de 2016

INTERLUDIOS NA GUERRA

SONGO
Durante os vinte e sete meses que estivemos acantonados na vila, tivemos alguns momentos de lazer e para isso contávamos com o CDRS(Clube Desportivo e Recreativo do Songo) que nos proporcionavam  em alguns dias da semana, filmes de amor já que de guerra todos os dias os actores estavam presentes.
Depois aconteciam todos os anos as festas que eram dedicadas às colheitas do café e que tinham o seu cunho característico.


quarta-feira, 8 de junho de 2016

Angola terra de amores e ódios

Passados tantos anos, ainda hoje me percorre no corpo a sensação de que metade de mim ficou em Angola....a saudade impera e por vezes em velocidade vertiginosa as imagens da terra prometida engolem-me literalmente!
Gostava que os que mandam tivessem mais respeito pelo próximo, mas a avidez pelo poder cega-os!!!






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quarta-feira, 18 de maio de 2016

domingo, 24 de abril de 2016

25 DE ABRIL...SEMPRE

25 DE ABRIL...SEMPRE!
ARY dos SANTOS, a voz da liberdade num poema eterno sobre todos aqueles que fizeram um Portugal novo!
Um sentido obrigado aos que intervieram na construção das palavras...LIBERDADE e DEMOCRACIA....







sexta-feira, 1 de abril de 2016

O Dia do Combatente

                  QUEM COMBATEU POR PORTUGAL NÃO PODE SER ESQUECIDO


 Combatentes + Esposa + Filhos + Netos + Familiares + M. de Guerra Resultante de uma Reunião Memorável entre a Liga dos Combatentes + Associações de Militares e Combatentes + Comissão do Encontro de Combatentes 10 de Junho. Instituições que Representam Oficialmente os Combatentes de Portugal. Obtiveram um acordo por unanimidade e Vão apresentar uma Proposta: A Sua Exª Sr. Presidente da República, e por inerência do cargo o Comandante Supremo das Forças Armadas de Portugal, mas também é o Presidente de Honra do Conselho Supremo da Liga dos Combatentes, para que se Institua Oficialmente em Portugal “ O DIA DO COMBATENTE” Para ser comemorado em todos os Concelhos de Portugal, pois não há uma Família Portuguesa que não tenha um Familiar, que não tenha sido Combatente!!!!! Para no Futuro os nossos Filhos, Netos, Bisnetos e todos os Familiares Vindouros, Recordarem com “PATRIOTISMO DIGNIDADE E HONRA” os Combatentes de Portugal!!!!
Jose Adelino Ferreira Nunes














sexta-feira, 25 de março de 2016

quarta-feira, 2 de março de 2016

Espólio Fotográfico(20)

                                   
                                    Álvaro Andrez Martins-Soldado Transmissões-17457270




             

terça-feira, 1 de março de 2016

JOVENS E INOCENTES

Hoje velhos e cansados, só temos recordações e saudade de todos aqueles que perdemos ao nosso lado. clamando um último pedido...Mãe entrego-me em teu regaço!
Este país desmembrado que desprezou toda uma juventude, que verteu o seu sangue em terras de África, não mereceu o nosso esforço!

            

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Espólio Fotográfico(19)


                            Carlos Manuel Vasco Matoso-Furriel Miliciano Atirador-19912270



               

Espólio Fotográfico(18)


                       José Manuel Subtil da Silva-1º Cabo Auxiliar Enfermeiro-05985370




                              

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

ELOS QUE SE PERDERAM....

Na verdade, foi o nosso tempo, e ninguém pode mudar os acontecimentos. Com atribulações, angústias e sonhos adiados, fomos a geração de valentes que a Pátria chamou.
Passados tantos anos, só algumas recordações permanecem, outras vão-se desvanecendo no tempo empurrando-nos cada vez mais para o adeus final!


ENTARDECER
Neste entardecer nublado 
Sinto meu coração como ele
Vertigens de um passado 
Que nunca esquecerei...
Vejo - te em brumas orvalhadas 
Teus olhos fixos nos meus 
De uma despedida forçada...
Meus lábios junto aos teus...
Meu amor como fico triste 
Quando recordo essa partida 
Que levou nossas ilusões 
E projectos da nossa vida. 
Sinto e sentirei sempre 
O teu rosto nesse dia 
Que encostado ao meu 
Mostraste a emoção 
Que o teu coração sentia.
Num breve Adeus partiste 
Ficamos os dois a chorar. 
De saudades que já sentíamos 
Até de novo voltares.
Rosete Cansado



sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A NOSSA GUERRA DERRAMADA NO FACE

As redes sociais acabam por ser um elo para os nossos desabafos de um período que nos marcou a todos.
Uma maneira de divulgarmos as nossas dores, e os episódios marcantes de uma guerra que durou muitas vidas!


http://ultramar.terraweb.biz/index_MortosGuerraUltramar_Portugal.htm#.VqQR3hN5-95.facebook




                            https://www.facebook.com/utw.veteranosguerraultramar/?fref=ts





                                       https://www.facebook.com/groups/guerradafrica/?fref=ts




                                     https://www.facebook.com/groups/316514305043766/?fref=ts




                                            https://www.facebook.com/groups/c.ultramar/?fref=ts




                                       https://www.facebook.com/groups/990590954345721/?fref=ts




                                        https://www.facebook.com/groups/B.Cac.2927/?fref=ts




                                   https://www.facebook.com/groups/1539146936299362/?fref=ts




                                  https://www.facebook.com/groups/Combatentes.Debates/?fref=ts




                                      https://www.facebook.com/groups/vozcombatente/?fref=ts




                                  https://www.facebook.com/ExCombatenteDoUltramar/?fref=ts









segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

CAMARADAS da ONZIMA no FACEBOOK

                           José Carlos Ventura Coelho-Alferes Miliciano- Atirador-04579069
                                https://www.facebook.com/jose.c.coelho.161?fref=pb_other
                           





                            Lino António da Silva Martins Rei-Alferes Miliciano.Atirador-16524069
                                       https://www.facebook.com/linoasmrei?fref=pb_other




José Manuel Couto-Alferes Miliciano-Atirador




Adriano Jorge Faria Leitão-Alferes Miliciano-Atirador




José da Graça Marques Calado-Furriel Miliciano Transmissões-00203470




Abilio Barros de Sousa Castelo-Furriel Miliciano-Atirador-00797070




Manuel Lourenço Areias Amaral-Furriel Miliciano-Atirador-04698070





Orlando Ortiga de Castro-Furriel Miliciano Enfermeiro-07867270





António Albano Martins Costa Leite-Furriel Miliciano Atirador-16721170






Albano Cardoso Tavares Laranjeira-Furriel Miliciano Mec. A. R.-18581270







Carlos Manuel Vasco Matoso-Furriel Miliciano Atirador






Manuel João Pimenta Gouveia-1º Cabo-C.A.R.-05182670





Júlio Mário Dias Pereira-1º Cabo-Aux. Enfº-11550170





Adelino Pedro Rodrigues de Freitas-Soldado Atirador-03938671




José Armindo Lamarão Augusto-Soldado-C.A.R.-15747070





José Maria Vaz Gonçalves-Soldado-C.A.R.-15856570







Joaquim da Silva Romão-Soldado-C.A.R.-15758870





José Francisco Faria Alves-Soldado Corneteiro-18411170




João Gabriel de Freitas Nóbrega-Soldado Atirador-19912071





domingo, 13 de dezembro de 2015

MENSAGENS DA QUADRA NATALICÍA

Tão embrenhadas no tempo, mas são memórias da nossa passagem por terras africanas.
Grande parte delas manifestava o nosso nervosismo perante a câmara de filmar que nos era colocada à nossa frente, e nós sobre uma tensão nervosa tremenda acabávamos por enrolar a língua e por vezes ficávamos a patinar com as palavras, originando por vezes algumas risadas dos nossos camaradas.
O tempo era escasso para falar e éramos avisados para ser rápidos, o que obviamente nos atrapalhava a dicção, no entanto o importante era transportar a nossa imagem até Portugal, para que os nossos familiares tivessem a alegria de saber que estávamos vivos.




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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

“Contra os canhões…”



Ex-Aferes Lino Rei autor do livro "Também Eu Estive Lá"......


Texto publicado no Jornal “Correio do Minho”, 15/07/2010 (Braga) e seleccionado de
entre “as melhores histórias” na rubrica “Conta o leitor” de “Quem conta um conto acrescenta um
ponto”.                                                        

                                                              “Contra os canhões…”

António viu-se mobilizado para a guerra e, com ele, mais uns milhares de mancebos por esse país fora.
Já em Luanda, reencontrara no Grafanil – centro de mobilização geral de Angola – um conterrâneo seu que já tinha começado a sua comissão e aguardava novas ordens, para outros destinos.
– Então, pá, também por aqui? – Admirou-se o Fiúza, de Operações Especiais e a fazer serviço na
unidade, enquanto aguardava ida para o Leste.
– Como vês, parece que calha a todos!…
– Olha, a malta só aguarda transporte dos páras e fala-se numa mega operação lá para o Leste; estamos só a afinar as armas…
– Porra, parceiro, isto está assim tão mau?
– Bem, como ainda estás a chegar, será melhor veres por ti. A propósito, para onde vais?
– Sei lá, pá, é lá para o Norte, uma parvónia qualquer…
– Vê que não te calhe a rifa de Nambuangongo, aquilo é fogo da pesada!
– A nossa malta é “tropa macaca” mas o Capitão é dos comandos, nem imagino como vai reagir. Seja o que Deus quiser!
– Boa sorte, a gente ainda se vê por aí. A propósito, sabes quem está na prisa?
– Conta.
– O Salsichas. O gajo pirou-se e andou à porrada com o alferes e pô-lo no hospital!
– E agora?
– Agora, vai alinhar por duas comissões de serviço, se entretanto sair da gaiola!…
(…)
Tentando quebrar a tensão da picada, procurou no bolso do camuflado um cigarro. Entretanto, no
transístor do condutor, a Rádio Luanda anunciava manifestações patrióticas no Puto. Um político de
ocasião ainda discursava: (…) “A quantos souberam bater-se para que todos possam viver (…) Por isso, nesta manhã dos heróis prestamos sentida homenagem aos varões assinalados que fizeram história no Ultramar português” (…)

Que raio fazia António ali, a milhares de quilómetros da sua terra?
A seu lado, o furriel progressista reavivara poemas de Manuel Alegre pois os “ventos” começavam a
soprar outras trovas.
Ouviu-lhe:

Pergunto ao vento que passa
Notícias do meu país
O vento cala a desgraça
O vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
Dentro da própria desgraça
Há sempre alguém que semeia
Canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
Em tempo de servidão
Há sempre alguém que resiste
Há sempre alguém que diz não.

Afinal de que lado estava António?
Um cabo alfacinha aproveitou a boleia poética e trauteou um dos tops da altura, pelo Conjunto de
Oliveira Muge, de Ovar. A canção A Mãe que rivalizava com o Le Ruisseau de mon enfance (Adamo), Caracóis (Amália), Delilah (Tom Jones), Hey Jude (Beatles), Nights in White Satin (Moody Blues) e Congratulations (Clif Richard), no Eurofestival desse mesmo mês de Abril.

A MÃE
Mamãe, tu estás tão longe de mim
Mamãe, sinto que estás a chorar
Não chores a minha ausência
Que um dia hei-de voltar
Não chores e pensa agora
Que o tempo passa depressa
Pede a Deus que te tire esse tormento
Que te abrande o sofrimento
Desse teu formoso rosto
Mamãe, não chores, eu volto, Mãe.

A fila indiana das Berliets que os conduziam para o Uíge nunca mais chegava. Terra batida, barrenta,
pegajenta de mosquitada. E subiam, e desciam …
Pelas cinco da manhã, ao fim de doze horas daquela tormenta, sonolentos e alquebrados, feitos
manteiga por tanto solavanco, alguém berrou da primeira viatura:
– Eh, Companhia, chegamos! Toca a descer e a perfilar para a revista.
Como morcegos assustados, ainda meio sonâmbulos, as viaturas militares iam vomitando toda aquela “carne para canhão”, preparada de armas e bagagens para umas férias, mato fora, sabe-se lá por quanto tempo.
A nascente, a aurora avermelhada aproximava-se a passos de gigante e olhava curiosa aquela tropa
maçarica que nem imaginaria ao que vinha nem por que viera.  À porta de armas do Batalhão, a
sentinela tivera talvez o pesadelo maior da sua vida:
– Meu Sargento, chegaram os Comandos!
O Sargento de Prevenção, chateado por o interromperem do passar pelas brasas e farejando ao longe
aquelas fardas engomadas, logo lhes “tirou as medidas”. Acabou por berrar para o praça:
– Quais Comandos, minha besta-quadrada, são os maçaricos do Puto que vão p’ra Mucaba. Vai acordar o nosso Tenente e Oficial de Prevenção .
Uma hora depois, o Comandante da Unidade, acompanhado do Oficial de Prevenção, aparecia à porta de armas:
– Atenção, Companhia, apresentar armas! – Grunhiu o Capitão.
Um estalejar de mãos nas G3, acompanhando os coices das botas dos soldados no alcatrão da parada,
ressoaram quartel dentro, substituindo-se ao toque de alvorada do corneteiro. Dois boxers,
contrariados por invasão do território, galgaram a porta de armas, arreganhando os caninos àqueles
intrusos. Finalmente, o Comandante, um tal de Tenente-Coronel, quiçá ainda meio ensonado pela
ressaca do dia anterior, correspondeu, contrariado, à ordem de comando e batendo pala aos homens,
autorizou o Capitão a fazer descansar a Companhia.
– Descansar… armas!
O Tenente-Coronel Amoroso ladrou as boas-vindas aos recém chegados.
No seu discurso patriótico apelou a dar cabo de todos os turras na zona e prometia até umas
feriazinhas surpresa no Puto, a quem lhe trouxesse algum troféu como prova.
– “ (…) Portugal é um Império e Angola faz parte dele – ressoava ainda o seu vozeirão, assustando a
passarada que esvoaçou em momento tão solene – por isso, soldados, sede dignos da farda que usais
como os bravos heróis de Pidjiguiti, Mueda e Baixa de Cassange” – rematou.
A Companhia haveria de deslocar-se ainda uns bons 40 quilómetros mais para Norte.
No trajecto, o transístor cantarolava:

ANGOLA É NOSSA

Ó povo heróico português,
Num esforço estóico outra vez
Tens de lutar, vencer, esmagar a vil traição!
P’ra triunfar valor te dá o teres razão
Angola é nossa – gritarei –
É carne, é sangue da nossa grei,
Sem hesitar p’ra defender,
É pelejar até vencer!
Ao invasor castigar coo’o destemor
Ancestral, deter, destroçar!
E gritar: Angola é nossa
É nossa, é nossa
Vencer, escorraçar!
Angola é nossa
Angola é Portugal!…

Desde então, António sentira que a confiança que o animava se começava a esvaziar como um balão.
Seriam os novos senhores da guerra!

MAX

sábado, 24 de outubro de 2015

O FILME

Uma viagem no tempo transportando-nos através do mar e do ar. Nesta visualização todos nós vamos recordar momentos de grande intensidade que vivemos nessa terra que nos acolheu durante 27 meses. Um agradecimento ao nosso "correio" Aurélio de Sousa, que teve a amabilidade de criar este Aerograma.








quarta-feira, 7 de outubro de 2015

SONGO A PARAGEM

Escrevemos nesta povoação momentos multifacetados, a alegria, a tristeza, o medo, a raiva, o amor e um sem número de outras manifestações de estarmos vivos.
Um total de 697 dias que nos fizeram acreditar que por ali ficaríamos, no entanto tudo tem o seu fim e a nossa missão terminou um dia, e como tal deixando para trás a vila do Songo!









                             

sábado, 8 de agosto de 2015

CARTAS DE AMOR NA GUERRA

Cartas da Guerra compila as cartas que um alferes de 28 anos, destacado para Angola, escreveu à mulher. A voz de um namorado, pai e escritor em construção, hoje o autor António Lobo Antunes, tornada personagem colectiva num filme em rodagem.
O homem entrou em casa, de madrugada, avançou para o quarto, como que guiado pela voz da mulher grávida que lia à sua barriga uma carta. A futura mãe tinha em mãos as páginas de uma das missivas de amor que integram um livro: aquele que compila as cartas escritas por um alferes médico de 28 anos, destacado logo após a conclusão do curso de Medicina para uma comissão de serviço em Angola (1971-1973), à mulher grávida que deixara em Lisboa.
“O filme tem a ver com coisas que me interessam, um país a agonizar no fascismo, mas nesse cenário algo que tem a ver com crescimento”, diz Ivo Ferreira, “o crescimento de um autor, de um pensador, alguém que caminha para ser melhor, como namorado, como marido, como pai” – foram as filhas do escritor, Maria José Lobo Antunes e Joana Lobo Antunes, que publicaram em 2007 a edição de D’este viver aqui neste papel descripto: Cartas da Guerra por vontade expressa da mãe de ambas que morreu em 2004.
As cartas são um refúgio. Escreve-se pelo amor, é pelo amor que se sobrevive. As cartas de amor surgem aqui quando o presente não pode ser vivido.”

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segunda-feira, 27 de julho de 2015

HELICÓPTEROS....

A Força Aérea utilizou em África helicópteros Alouette e Puma e, desde o início da sua operação, estes aparelhos demonstraram ser dos mais importantes meios para o sucesso das operações de contraguerrilha. Foi a aeronave que melhor simbolizou o esforço da Força Aérea na guerra, já que aumentou a mobilidade das forças terrestres, apoiou-as pelo fogo, evacuou do campo de batalha os seus feridos, reabasteceu-as de água, de comida e de munições e colaborou ainda no auxílio às populações.

A decisão de adquirir os primeiros helicópteros data de 1957 (embora desde 1954 a Força Aérea operasse um Sikorsky UH-19, nos Açores), data em que o Governo decidiu adquirir sete Alouette II (AL II) à Sud-Aviation. Estas sete aeronaves começam a actuar em Portugal em 1958. Em meados de 1961, na sequência do início da guerra em Angola, os AL ll foram para o aeródromo do Negaje, sendo deslocados para Luanda em Agosto do mesmo ano e substituídos, em meados de 1963, pelos AL lII, sendo os AL lI transferidos para a Guiné, onde entretanto se abrira nova frente de guerra.

Quatro deles irão ainda, no início de 1966, para Moçambique, transportados num DC-6, para guarnecer a nova frente de combate, vindo a ser progressivamente retirados da actividade operacional nos três teatros da guerra, substituídos pelos AL III.

Os Alouettes III efectuaram a sua primeira missão operacional em Moçambique em 3 de Março de 1966, em missão de evacuação sanitária de piloto acidentado na região de Mueda.

Os Alouettes III realizavam missões de transporte táctico em operações de helitransporte e heliassalto, de transporte logístico, de evacuação sanitária e de apoio pelo fogo. Para que este helicóptero, basicamente uma aeronave civil, pudesse ser utilizado como plataforma de armas, houve que o adaptar para ser possível instalar a bordo uma arma eficaz. A partir de 1965, o AL III foi armado com canhão de 20 mm, montado em suporte no chão do aparelho, operado lateralmente por um atirador. Este aparelho, que apoiava as forças terrestres, protegia outros helicópteros de transporte e fazia reconhecimento armado, teve, durante a guerra, o nome de código de «Lobo Mau».

Em 1973, realizaram-se experiências para adaptação do lança-foguetes de 37 mm e de 2,75, que nunca chegaram à fase de emprego operacional. Em 1970, e fruto da necessidade de as forças portuguesas disporem de helicóptero de maior capacidade de transporte, foram adquiridos, também à Sud-Aviation, treze SA 330-Puma, que entraram ao serviço em Angola, em Outubro de 1970, destinando-se seis deles a Moçambique. Eram equipados com duas turbinas e podiam transportar até dezoito a vinte homens (um grupo de combate), o que, dada a sua elevada autonomia, aumentou grandemente a mobilidade das forças terrestres. Estes helicópteros podiam voar de noite, o que representou progresso significativo em relação aos Alouettes III.

Foram intensamente utilizados por forças especiais em Angola, nas missões de intersecção de colunas de guerrilheiros vindos das fronteiras do Congo e da Zâmbia, e serviram também como transporte de evacuação sanitária e de apoio logístico.

Helicópteros

- ALII (SE 3130)                                 7
- ALIII (SE3160)                             142
- Puma (SA330)                                 13
- Horas voadas em 1973             30 000
- Acidentes em 29 anos                   213
- Pilotos mortos                                 30

Primeiro voo operacional do helicóptero Puma - 23 de Outubro de 1970, em missão de transporte de manobra (TMAN) em Santa Eulália, Norte de Angola.
Primeira missão operacional em Moçambique - 3 de Março de 1966, em missão de evacuação sanitária de piloto acidentado na região de Mueda.