quinta-feira, 18 de outubro de 2012

VIATURAS de TRANSPORTE(3)

BERLIET

Fabricante: Berliet - França
Tripulação: 1
Comprimento máximo: 7.28M - Largura: 2.4M - Altura: 2.7M
Peso vazio: 8000Kg. - Capacidade de carga 5000Kg.
Motor/potência/capacidades
Sistema de tracção:Seis rodas motrizes
Motor: Magik MK520 multifuel 5 cil 7900cc Potência: 125 cv
Velocidade máxima: : 80 Km/h - Velocidade em terreno irregular: 35 Km/h
Tanque de combustível: 95 Litros   Autonomia máxima: 563KmGBC-8KT (Tramagal)
Viatura táctica média/pesada (Berliet)


Fabricante: Berliet - França
Tripulação: 1
Comprimento máximo: 7.28M - Largura: 2.4M - Altura
País: Portugal
Designação Local:Berliet   
Qtd: Máx:3000 - Qtd. em serviço:0
Situação: Abatido
  
O GBC, conhecido normalmente como viatura Berliet, foi utilizado por Portugal nas guerras em África e foi fabricado pela MDF, Metalúrgica Duarte Ferreira em Abrantes.

A viatura foi escolhida pelas suas qualidades como veículo fora de estrada com capacidade para utilizar tracção integral, o que era visto como necessário nas estradas de terra dos cenários de guerra em África.

A Berliet veio substituir uma panóplia de obsoletos veículos que estavam ao serviço nas antigas colónias, muitos deles simples versões civis de camiões de transporte de mercadorias com tracção traseira dos tipos Mercedes, e Volvo, embora também tenha substituído alguns camiões militares de fabrico norte americano contemporâneos da segunda guerra mundial.

Houve várias sub-versões, com características ligeiramente alteradas. O objectivo no caso português sempre foi o de produzir a maior quantidade de veículos possível pelo menor custo, pelo que os Berliet GBC eram fornecidos muitas vezes apenas com cabina e chassis, ao qual era acrescentado um estrado com bancos para o transporte de tropas ou sem nada, para o transporte de mercadorias.

O veículo viu muitas vezes acção nos teatros de guerra à medida que as tropas portuguesas começavam a utiliza-lo. A sua altura dava alguma vantagem aos seus ocupantes por causa da altura, mas essa vantagem era mínima em regiões de erva alta.
Alguns veículos foram adaptados com o objectivo de rebentar minas anti-pessoal nas estradas, segundo um destes na frente das colunas. Os veículos eram ligeiramente reforçados, eram equipados com sacos de areia e era-lhes retirada a tampa do motor, que normalmente saltava no caso de o veículo pressionar uma mina.

A remoção da tampa do motor no entanto, não tinha exclusivamente a ver com isto. Uma das criticas feitas ao veículo era a de alguma falta de potência, o que levava a que fosse utilizado em regimes de rotação muito altos. Essa utilização levava a casos muito comuns de sobreaquecimento do motor, o que não era raro em muitos outros veículos.
A MDF, já no inicio dos anos 70, fez algumas alterações ao desenho do veículo, respondendo a este e outros requesitos. Os “novos” veículos Berliet-Tramagal GBC são identificáveis por terem um compartimento do motor mais simples de produzir (quase uma caixa rectangular), adicionando também uma grelha frontal mais arejada, e orifícios laterais destinados a aumentar a refrigeração do motor.


O fim da guerra, reduziu drasticamente as necessidades do exército português em termos de viaturas tácticas pesadas, além de que a compra da Berliet pela Renault tinha ditado na prática o fim do modelo GBC, antevendo-se também o fim do modelo em Portugal.

No inicio dos anos 80, a empresa MDF ainda tentou substituir o GBC na sua linha de montagem, por um modelo mais moderno e derivado de um modelo Renault.
No entanto, o exército optou por não adquirir a viatura e de qualquer forma, com a redução de gastos militares decorrente do fim da guerra, as unidades a adquirir pelo exército português não seriam suficientes para garantir o futuro da fábrica.

O exército, conhecedor desta realidade, temeu ficar sem assistência por parte do fornecedor, o que também teve influência na decisão final.
O modelo Berliet Gazelle / GBC foi projectado em meados dos anos 50 para substituir muitos dos transportes pesados de origem americana que estavam ao serviço no exército francês e para as necessidades francesas decorrentes do conflito na Argélia.

Os técnicos franceses tentaram produzir um veículo relativamente simples de produzir e que pudesse ser utilizado para várias funções, desde transporte de tropas até camião cisterna ou veículo de recuperação.

Com capacidade para transportar até 4 toneladas ou para servir de tractor de reboque para até 6 toneladas, com tracção às rodas traseiras ou integral, um motor relativamente potente para 1961, e um consumo relativamente moderado de combustível, o Berliet GBC rapidamente se tornou o mais importante veículo de transporte do exército francês, tendo igualmente sido exportado para vários países e fabricado sob licença em Portugal.

Começou a ser retirado de serviço no exército francês no final dos anos 70, mas continuou ao serviço em várias forças armadas do mundo. Muitas das unidades que saíram de serviço, encontraram uma nova vida como veículos utilitários ou de combate a incêndios.










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