quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

BOAS FESTAS


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

BC12(Batalhão de Caçadores 12)

  

 



Estava localizado em Carmona, tendo como objectivo principal "suportar" todas as necessidades inerentes á operacionalidade das Companhias Militares que se encontravam no seu raio de acção.
No período compreendido entre os anos de 71/73, em que a C. Caçadores 3411 esteve aquartelada na vila do Songo, tive que efectuar algumas deslocações ao BC12. As suas instalações eram imponentes pela sua grandiosidade. Era um ponto de referência na entrada em Carmona, e que se vislumbrava a alguns Kms de distância. O seu depósito de água, de consideráveis  dimensões destacava-se na imensidão daquelas paragens.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Minas e Armadilhas






A primeira mina anti-pessoal(A/P) utilizada pelos Movimentos de libertação,contra as n/forças militares, foi colocada na estrada Zala-Vila Pimpa, no norte de Angola em 06 de Junho de 1962.
Passados poucos dias, mais precisamente em 12 de Junho de 1962, deflagrou a primeira mina anti-carro(A/C), na pista da povoação do Bembe.
Posteriormente tornou-se vulgar a sua colocação contra as n/tropas, fruto dessa utilização em "massa", ficámos com um espólio de feridos e mortos incalculáveis.
As cicatrizes daqueles que sobreviveram a este flagelo, ainda hoje permanecem latentes.



Este veículo foi concebido por um militar português para ser usado como rebenta minas.
Minas essas, que eram um flagelo na guerra colonial . Tinham um grupo de 6 rodas muito pesadas que na frente do veículo iam pisando o terreno e fazendo explodir as minas enterradas no trilho. Salvaram muitas vidas, mas foi sol de pouca dura, já que as industrias de armamento depressa criaram minas com um sistema de trinco, que podiam ser programadas para explodirem à passagem do 2.º 3.º 4.º ou mais rodados que as pisassem.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

sábado, 2 de outubro de 2010

Espólio Fotográfico(2)


José Inácio P. Oliveira
1º Cabo Condutor Auto Rodas
01227070

Espólio Fotográfico(1)

Ficará registado para gerações futuras,um pequeno espólio fotográfico, que gradualmente irei construindo com as fotos que me forem enviadas, pelos antigos camaradas de armas.
O objectivo principal é deixar aos vindouros, um legado de imagens que reflectiram momentos passados em terras de Angola e que ficaram indeléveis na memória de cada um de nós.
Um obrigado a todos aqueles que colaborarem na elaboração desta iniciativa.

Orlando Ortiga de Castro
Furriel Miliciano Enfermeiro
07867270

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

" A velha cantina"



Local de paragem quase obrigatório, para desfrutar-mos os abraços e apertos de mão...lugar onde se contavam hinos há saudade e há distância.
Nesta foto, revivemos imagens de tempos passados...o "velhinho" madeirense, o cabo enfermeiro Júlio Pereira, o 1º cabo condutor Inácio Oliveira e o cantineiro Samúel de Jesus.
Normalmente a cerveja acompanhava-nos em gorgolejos fortes, e neste caso objectivamente a EKA, que na altura tentava competir com a Cuca e a Nocal, outros tempos outras marcas, outros lugares....

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

" A velha companheira"


 

A G3 é, desde a década de 60, a «arma orgânica» das FA. Agora, é considerada desadequada aos cenários operacionais em que actuam as tropas portuguesas. Por outro lado, o calibre de 7,62 mm, tornou-se obsoleto desde que a NATO adoptou os 5,56 mm como calibre-padrão, o que cria problemas logísticos às forças nacionais destacadas em missões da Aliança Atlântica. Com quase meio século de serviço, esta arma esteve na linha da frente dos episódios mais marcantes da história portuguesa da segunda metade do século XX, a guerra colonial e o 25 de Abril.

CRONOLOGIA

1961-Teve início a guerra colonial. A G3 é testada operacionalmente em Angola

1962-A fábrica do Braço de Prata começa a produzir as G3, sob licença alemã

2004-O ministro da Defesa Paulo Portas lança concurso para substituir a G3

2006-O Tribunal Administrativo de Lisboa anula o concurso cujos termos diz violarem «o princípio da imparcialidade». O ministro da Defesa(Severiano Teixeira) recorre da decisão

2007-O Tribunal Central Administrativo do Sul confirma a anulação e obriga a um novo concurso. É lançado novo concurso.

2008-Realizam-se em Mafra ensaios com vista à selecção dos fabricantes admitidos à negociação final das propostas.

2009-Submetido ao ministro Severiano Teixeira um relatório preliminar a fundamentar a selecção de propostas para a fase de negociações.


 Amante 


Era a minha fiel amante
Mas não era a minha amada,
A verdadeira amada, aquela que eu lá queria,
Estava bem distante naqueles tristes dias.
Era a minha fiel companheira,
Sem ser a minha companhia mais desejada.
Não me deixou a comissão inteira
E como a melhor amiga ia até onde eu ia.
Só descansava, quando eu descansava
Só dormia, quando eu adormecia.
Mas não chorava quando eu chorava,
Nem sofria quando eu sofria,
Não sonhava quando eu sonhava,
Nem imaginava a saudade que em mim havia.
Obediente, nunca me disse não.
Confiava nela, como ela em mim.
Sempre pronta a cumprir a sua missão,
Mas quis Deus que nunca fosse assim.
Cantou muitas vezes, mas só para me alegrar.
Como humilde serva, sempre obediente,
Fez um dia aquilo que decerto não queria,
Mas fê-lo só para me ver contente.
Porém, melhor fora que me tivesse traído,
Que por uma vez só não me tivesse escutado,
E aquela águia branca não teria morrido
Nem eu carregaria este meu pecado.*
De vez em quando,
Para a manter bem afinadinha,
Desmontava-a, limpava-a, montava-a.
Ela sentia então que era toda minha
E na atenção que eu lhe dedicava
Via a consideração que eu por ela tinha.
Morreu virgem, de acidente, no fim da comissão.
Outra me foi dada para a substituir,
Mas nunca lhe ganhei a mesma a feição.
Já não era virgem, apenas minha,
Nem ouvi que cantasse só para me fazer rir
Como fazia a outra que antes tinha.

Fernando Serrano

domingo, 8 de agosto de 2010

sábado, 7 de agosto de 2010

Militares/Civis





Uma dicotomia, ou talvez não, a que vivemos em terras de Angola, durante a guerra colonial. Um entrelaçar de amizades e vivências que perduram no tempo.
Civis,que na altura marcaram a nossa permanência de vinte e sete meses, casos do Sidónio, Cantarinhas, Cristo, Pita, Ramalho, Zé Marques e outros dos quais os nomes eclipsaram-se na voragem do tempo. Para fortalecer essas imagens nas memórias de cada um de nós, realiza-se todos os anos, no último domingo do mês de Julho, um encontro do "pessoal" de Huíge, em Mogofores-Anadia.

terça-feira, 27 de julho de 2010

11º Almoço-convívio-Maia-Porto em 24-07-2010


O tocar a reunir, voltou a ouvir-se na Maia... e contra alguns factores adversos, o número mesmo assim, de "combatentes" foi significativo.
A "chama" de 71/73 em terras de Angola, voltou a reacender-se através da saudade e das emoções,
transmitidas pelos abraços calorosos que constantemente eram partilhados entre os Onzimistas.
Obrigado a todos por mais este reencontro.
Este almoço realizou-se no restaurante Via Lidador, e estiveram presentes 59 pessoas.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Faro-Encontro de resistentes



Após termos efectuado uma longa viagem no tempo, eis-nos de volta aos anos de 71/73..
Foi um encontro, em que saboreamos as palavras, trocando emoções vividas em terras de Angola.
Adelino de Freitas, madeirense de "gema"e"onzimista" do coração, enviou um abraço de saudade a todos aqueles que calcorrearam terras de Àfrica.

terça-feira, 29 de junho de 2010

11º Almoço ONZIMA em 24-07-10

Mais um almoço de confraternização do "pessoal" da ONZIMA, vai realizar-se. Este ano será no Porto, no dia 24-07-2010.
Esperamos que o espírito de companheirismo, que nos tem acompanhado nestes anos que já passaram, se mantenha e se possível com maior dinâmica.
Vai ter lugar no Restaurante Via do Lidador, na Maia-Porto


Contactos: Laranjeira---918616491
                    Óscar   ------916752930

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dia de Portugal no Ano de 2010


António Barreto afirmou que "Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos", referindo que em termos gerais o "esquecimento" e a "indiferença" são superiores, sobretudo "por omissão do Estado".
Barreto reitera as críticas ao povo português que é "parco em respeito pelos seus mortos" e acusa o Estado de ser pouco "explícito no cumprimento desse dever", avisando que está na altura de "eliminar as diferenças entre bons e maus soldados, entre veteranos de nome e veteranos anónimos, entre recordados e esquecidos".
Um antigo combatente não pode ser tratado de "colonialista", "fascista" ou "revolucionário", mas simplesmente "soldado português", pediu o presidente da Comissão das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.
O dia 10 de Junho de 2010 fica marcado por ser a primeira vez que os antigos combatentes desfilaram na cerimónia militar oficial do Dia de Portugal.
"Está aberta a via para a eliminação de uma divisão absurda entre portugueses. Com efeito é a primeira vez que, sem distinções políticas, se realiza esta homenagem de Portugal aos seus veteranos", declarou António Barreto.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Redes Sociais






As redes sociais na Internet deixaram de ser apenas um espaço para encontrar amigos perdidos no tempo.
Hoje são utilizadas para inúmeros fins, abraçando um sem número de opcões, aliás algumas delas extremamente úteis, outras ao invés são o reverso da medalha.
Esta minha introdução tem como objectivo, solicitar aos visitantes do blogue, uma "escapadela" até ao Facebook, e entrar na página da Onzima, lá terão a oportunidade de poderem intervir e opinar, sobre a temática da guerra colonial, período esse que ficará indelével na história de Portugal.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

SANZALAS






















A sanzala é o habitat característico da gente africana que vive no mato. É constituída por um grupo de cubatas, habitações pequenas, com um ou dois compartimentos apenas. Há cubatas feitas só de capim seco, cuidadosamente disposto e atado sobre uma armação de paus finos,outras de barro amassado, atirado à mão sobre paredes de pequenas pedras, seguras por varas entrelaçadas, algumas de adobes, numa construção mais adiantada, que são blocos secos feitos de barro misturado com capim. Vêem-se sanzalas com tectos de telha, mas, na maior parte, as cubatas são cobertas de capim e folhas de palmeira, numa disposição adequada e não há água que por aí penetre.
Nas periferias do Songo, existiam várias dispersas pelos caminhos que davam acesso ao Quivuenga e a Carmona, sendo a maior, a que se situava à sua entrada, e que tinha sido baptizada com o nome de Zolomongo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

CONTRASTES



Era para não divulgar o comentário, enviado anonimamente para o blogue, por um pseudo moralista de baixo nível, mas devo dá-lo a conhecer, a todos aqueles, que como eu, não se acobardaram e partiram ao encontro do incerto.
Dos cobardes não reza a história e ela constrói-se com o sacrifício e entrega por causas ou deveres. Aqueles que para encobrir a cobardia, se refugiam em meras palavras de escárnio e maldizer, são uns nado-mortos....

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem ""MAÇARICO"":

Tinham bom remédio: Faziam o que muitos fizeram... Desertavam. Mas para isso era preciso ter "tomates"... Estes sites e blogues saudosistas de uma guerra estúpida metem-me nojo. Por muito de "esquerda" se queiram agora disfarçar...




Publicada por Anónimo em ONZIMA-COMP.CAÇADORES 3411 a 28 de Abril de 2010 17:56


domingo, 25 de abril de 2010

25 Abril de 2010


Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.
Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.
Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.
Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.

Poema de Manuel Alegre

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"MAÇARICO"



                   Ó maçarico,
                        Tua alma chora
                        Olha a velhice
                                 Que se vai embora!


Fui "maçarico" e a minha alma chorou.....
O contraste entre os "maçaricos" e os "velhinhos", foi de todo evidente, aquando da nossa "entrada" na vila do Songo. Ainda imberbes e já lançados para a "fogueira", agarrávamos a G3, com as mãos trémulas e com o medo reflectido nos nossos olhos.
A visão fantasmagórica de "almas do outro mundo", com os camuflados rasgados em vários sentidos,contrastando com as fartas cabeleiras e as rajadas de metralhadoras disparando em direcção ao céu,massacrou-nos interiomente.
Hoje, passados alguns anos, revejo essas imagens com alguma saudade.... era um jovem aventureiro em terras de África!

segunda-feira, 22 de março de 2010

PAZ



O cheiro á terra quente e a sua côr avermelhada, transporta-me para Angola, terra originária do duo Ouro Negro.
Duo musical, que através do seu talento,tentou despertar consciências para o caminho da paz.
Esta canção, traduz a força e a vontade daqueles que pretenderam que a concórdia entre os povos fosse uma realidade em Angola.



quinta-feira, 4 de março de 2010

VIÚVAS DA GUERRA


                                 
                              

Estiveram em alerta permanente, tendo o coração numa ânsia constante.
Lá longe estava a "outra" metade, e por ela, sofriam em silêncio, procurando um dia, recuperar o tempo perdido na espera, que por vezes não tinha retorno.
Algumas ficaram no negro, tanto no vestir como no coração.
Em homenagem a todas essas mulheres, do meu País, aqui fica esta canção, escrita , musicada e interpretada por Pedro Barroso.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

GAFANHOTOS





Durante os vinte e sete meses de permanência no Songo, tive o "privilégio" de assistir a duas pragas de nuvens de gafanhotos, sendo assolado por sensações muito díspares! A primeira de espanto, pela enormidade dos viajantes que esvoaçavam em direcções diversas, a maioria chocando contra os postes de iluminação e caindo no chão, onde os esperavam os nativos, guarnecidos de latas de conserva, óbviamente vazias, mas que gradualmente se iam enchendo com os gafanhotos de côr esverdeada.
A segunda sensação foi de repulsa, por aquilo que presenciei! Fiquei posteriormente a saber, que os gafanhotos eram para eles um manjar dos Deuses!!!

sábado, 16 de janeiro de 2010

EX-COMBATENTES





Foram milhares, os que sofreram na pele as incidências da guerra... o deflagrar de uma mina ou o impacto traiçoeiro de uma bala.Um deles foi Manuel Patuleia Mendes. O seu nome foi transportado para além da guerra, como grande activista na luta pelos direitos e pelo preservar das memórias dos ex-combatentes. Fica aqui retratada,nesta pequena reportagem emitida pela RTP1, a "voz" que se tem levantado em defesa de todos "nós"!

domingo, 10 de janeiro de 2010

O "correio" em Oliveira de Frades




Por feliz coincidência, e sem termos acertado as coordenadas do azimute, encontrei em Oliveira de Frades, minha terra natal, o "correio", atributo que foi acrescentado á pessoa do Aurélio Morais de Sousa, visto ser ele que nos trazia, de Carmona, as notícias do "puto".
Como seria normal, desejámos um bom ano para todos, fazendo votos para que o almoço da ONZIMA se realize este ano, não deixando as recordações da nossa guerra, esvaírem-se no tempo.