quinta-feira, 21 de maio de 2009

A Guerra no Cinema




A Guerra Colonial é um tema inesgotável nas suas mais variadas vertentes. Dela se extraem elementos que fornecem toda uma panóplia de factos, os quais geram histórias, que são posteriormente retratadas na literatura, no teatro e no cinema.
É evidente que todo este manancial é importante para dar a conhecer à nossa sociedade, as vertentes da guerra nos seus mais variados aspectos.
Aqui vou enunciar em termos de cinema, os nomes de filmes já realizados sobre a temática da Guerra Colonial.

"Adeus até ao meu Regresso"-António P.Vasconcelos-1974
"Actos dos Feitos da Guiné"-Fernando M. Silva-1980
"Um Adeus Português"-João Botelho-1985
"Non ou a Vã Glória de Mandar"-Manoel Oliveira-1990
"Inferno"-Joaquim Leitão-1999
"Preto e Branco"-José Carlos Oliveira-2003
"Os Imortais"-António P. Vasconcelos-2003
"A Costa dos Murmúrios"-Margarida Cardoso-2004
"20,13' "-Joaquim Leitão-2006
"Deus Não Quis"-António Ferreira"-2007
"Apoteose"-António Borjes Correia-2009

segunda-feira, 18 de maio de 2009

"Bicha de Pirilau"



A coluna um a um, em fila indiana, ou bicha de pirilau, são termos usados para definir formações de combate, utilizadas pelos militares portugueses nas deslocações apeadas, nas três frentes de combate. Serpenteando entre picadas ou embrenhados no capim, que por vezes superava a n/altura. Ao percorrerem os trilhos já demarcados, o perigo espreitava, e o risco potencial de existirem minas ou de uma emboscada, tinha que ser ultrapassado pelo espírito de abnegação dos n/militares. A formação no sentido longitudinal, e o afastamento entre cada militar de um a dois metros,tornava-os num alvo mais dificil de atingir.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

"Rápidamente e em força p/Angola"



Quando Salazar, depois de dominar a tentativa de golpe de estado do general Botelho Moniz, pronunciou as palavras “Rápidamente e em força para Angola”, estava, mais uma vez, a traçar o destino de Portugal e das suas colónias. 
Com estas palavras e as acções que se lhes seguiram, Salazar fechava as portas, desde o início, a qualquer solução negociada para a questão colonial. Impressionados pela exibição das fotografias dos terríveis massacres no norte de Angola, verdadeiras mas de uma só face, os Portugueses responderam, de forma geral, com generosidade ao apelo do ditador, sem poderem formular livre juízo de valor, sobre o seu empenhamento. 
A guerra acabou, aliás, por conduzir a maior dureza dos sistemas repressivos do regime, impedindo qualquer discussão ou abordagem do problema que se tornou o nó górdio da própria ditadura. Quando Salazar saiu da cena política, em 1968, deixou ao seu sucessor um regime desacreditado, com mais de 100 000 homens em três frentes de combates e mais de um terço dos gastos do Estado, afectos às despesas militares. 

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Movimento Nacional Feminino



O M.N.F. foi uma organização criada por iniciativa do Estado Novo, tendo como fundadora Cecília Supico Pinto, e como suporte António de Oliveira Salazar. Os estatutos foram aprovados ministerialmente em 10 de Agosto de 1961.
 Ficou célebre pela instituição do modelo das madrinhas de guerra e dos aerogramas, alcunhados de "bate-estradas", assim como todo um manancial de acções, que incidiam no apoio aos militares que combatiam nas três frentes, casos de visitas de artistas aos teatros de operações, ofertas de natal(bolas,isqueiros,tabaco e discos),etc.
Como exemplo extraordinário de coragem, e de dar sem receber, tivemos um documento histórico de uma senhora do MNF, que se chamava Maria Estefânia Anacoreta, que deixou marcado no tempo, o exemplo de abnegação e estoicismo, na reportagem " A Voz da Saudade", uma viagem épica que durou seis meses, por avionete e pelas estradas e picadas do interior de Angola.