terça-feira, 29 de abril de 2008

"As Picadas"

Tivemos durante a n/permanência no Songo, um furriel enfermeiro "cinco estrelas".
Eu fui um dos que infelizmente fui apanhado na curva pelo mosquito portador do paludismo, o que me obrigou a entrar em "estágio" durante uma semana. É evidente que após este repouso forçado ao tentar levantar-me para sair da cama, caí redondamente no chão, devido ao meu estado geral que era"muito fraco". Aí tive a atenção do n/"médico" de serviço o Orlando Castro, que me alimentou através de umas injecções vitaminicas , que me tornaram em pouco tempo num verdadeiro Hércules.
Uma intervenção mais generalizada,em termos de vacinação foi efectuada aquando da n/chegada ao Grafanil, o pessoal da Companhia foi obrigado a deitar-se no chão,com o dito cujo voltado para o Céu, enquanto o Castro mais um seu ajudante de campo,"picava" em tudo o que estava a descoberto. Ainda hoje não sei bem, qual a finalidade das mesmas.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

25 de Abril(34 Anos)




Muitas coisas já se contaram sobre o 25 de Abril e muitas ficarão, para sempre, por contar.
Pequenos nadas. Por pouco importante que tenham sido, foram elos de uma corrente.
Há lugares e gentes que, no anonimato, foram um elo de Abril. Poucos os conhecem, ficaram na penumbra da história da Revolução.
Arrancando um desses pequenos elos à penumbra, aqui ficam retratos daqueles que contribuiram para o não esqueçer.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

"DIPLOMA"


De forma a privilegiar todos os camaradas que estiveram nos almoços convivios,entregámos este título que faz subsistir nas nossas memórias a entrega e partilha dos momentos já vividos.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

"Foram os Turras"


Uma bela noite tivemos a ideia genial de fazermos uma patuscada, mas faltava o principal. o "material". Logo uma ideia germinou no cérebro de alguns "ferrugentos", casos do Óscar,Velez,Gouveia e de mim próprio.
-E se fôssemos fazer uma emboscada ao redil do açougueiro?
E se assim pensámos, logo o pusemos em execução. Sentei-me no velhinho Jeep Willys e mandei avançar a tropa de élite, a meu lado sentou-se o Gouveia e no banco traseiro o Óscar e o Velez, e lá arrancámos já noite cerrada em direcção á sanzala, com as luzes do jeep apagadas. Em pouco tempo estávamos no local da acção, o Velez saltou com agilidade do Jeep, tendo na sua mão direita bem apertada, a faca de mato pronta a desferir os golpes necessários para abater o "inimigo". Logo que se embrenhou no redil, apertou contra o peito um belo cabrito, e encomendou-lhe a alma ao diabo. Rápidamente voltámos ao quartel e entregámos a encomenda ao n/cozinheiro Cunha, que logo o colocou num tabuleiro para o "cremar" no forno. A festa durou toda a noite, acompanhada pela saborosa Cuca e Nocal, as loirinhas de Angola.
No dia seguinte já circulava na vila o boato de que os "turras" tinham assaltado o redil, tendo levado consigo algumas cabras, é evidente que nem em sonhos o "pobre" do talhante pensaria que tinhamos sido nós.

terça-feira, 15 de abril de 2008

"A PARTIDA"





A imagem fica perpetuada para sempre no nosso imaginário, na altura jovens mancebos inconscientes. Éramos milhares naquela Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos, rumando para um destino incerto e tentando decifrar palavras como,Angola e Guerra.
O navio Vera Cruz, imponente nas suas dimensões, assemelhava-se a um gigante dos mares, que nos iria engolir nas suas entranhas.
Uma vastidão de lenços brancos agitavam-se enérgicamente na despedida, as lágrimas corriam desmuradamente nas faces de todos os intervenientes, na sua maioria mães que suplicavam para que aquele"monstro"não lhes levasse os filhos.
As condições de alojamento não eram efectivamente as melhores, os oficiais e sargentos tinham camarotes á sua disposição, e os soldados tinham que ficar confinados ao porão, conjuntamente com os víveres.
Partimos da Rocha Conde de Óbidos no dia 31 de Julho de 1971, e passados nove dias estávamos a fundear na baía de Luanda, tendo como visão, uma imagem deslumbrante da beleza daquele pôr do Sol africano.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

10º Almoço Convivio -14/06/2008

Companheiros este ano o Almoço Convivio vai realizar-se no dia 14/06/2008 em Cercosa-Oliveira de Frades, no restaurante Tarântula, solicita-se a comparência pelas 12H e 30M.
Contactos para marcações:
Laranjeira--918616491--Email:alb_laranjeira@netcabo.pt

Beja--938769827--Email:josemanuelbeja@gmail.com

sexta-feira, 4 de abril de 2008

9º Almoço Convivio-AVEIRO(Muranzel)-14/10/2006

Este ano desviamo-nos para o litoral, mais precisamente para a Costa Nova, local aprazivel e acolhedor.
Pela primeira vez tivemos a presença do António Pereira, madeirense de "gema" que se deslocou propósitadamente da Pérola do Atlântico, para conviver algumas horas com os antigos companheiros, com ele transportou algumas garrafas de vinho da Madeira, que distribuiu generosamente por todos, dando a apreciar o genuíno néctar.
Também ao fim de uma longa ausência, tivemos a companhia do Amaral, que se deslocou da outra ilha, o belissimo arquipélago dos Açores.
Como convidados "civis" tivemos novamente a presença do Zé Marques e da Dª Luisa, assim como o da viúva do nosso ex-Comandante da Companhia, Pinto Morais, acompanhada por familiares.
Novamente o Aurélio de Sousa brindou-nos com algumas ofertas referentes a"Chegou o Correio".
Mais um ano em que não estiveram presentes os seguintes companheiros: Abilio Silva, Nel, Celino, Soares,Mota Gomes, Romão,Barros,Velez,Calado,Faria Alves,Herminio Correia,Couto,Rei,Caetano Pereira e Inácio Gonçalves.
Este almoço realizou-se no restaurante Jardins da Ria, estiveram presentes 73 pessoas.


                    

quinta-feira, 3 de abril de 2008

8º Almoço Convivio-Santa Comba Dão-25/06/2005

Rumámos desta vez para a zona norte(centro) tendo como imagem de fundo a barragem da Aguieira.
Neste almoço a comissão organizadora tentou delegar noutros companheiros a passagem do "testemunho", no entanto nada ficou decidido ficando a "nau" novamente entregue ao nosso comando.
Devido a factores pessoais de vária ordem, não estiveram presentes os nossos camaradas; Castro, Celino,Morgado,Romão e José Coelho, entre outros.
Tivemos em mais um almoço um estreante nestas andanças, o ex-fazendeiro Alves Pita, que conviveu comnosco durante os meses que permanecemos no Songo, repetentes o Zé Marques e a Dª Luisa.
O nosso camarada Aurélio de Sousa, presenteou-nos como tem sido seu hábito com algumas lembranças, não deixando de opinar sobre futuros almoços e sua organização.
Este almoço realizou-se no restaurante A Lampreia, estiveram presentes 55 pessoas.